Acordei 30 dias depois do mundo ter acabado. Me levantei do chão áspero, emergindo para o ar radioativo. Foi nessa hora que percebi que estava agarrada à milhares de lembranças através do ursinho de pelúcia que abraçava.
Ele estava intacto, ainda com o cheiro do chá de camomila que eu tomava solitária no dia em que todos viram que a sina estava perto. Naquela noite, meteoros cruzavam o céu. Um raio e trovões estavam parados no céu, só aguardando a chuva.
Quando esta veio, não era água, era ácido. Veio aos poucos, destruindo monumentos, que escorriam como sangue, numa cor branca. Os mares aumentaram e se tornaram púrpura.
Acordei na coroa da Estátua da Liberdade.
E só ia me situar trinta dias depois.
Texto por Jane Audrey Moore.
07 de março de 2015.
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